Música, educação e afins

Música é um fenômeno social, que pode nos aproximar de determinadas pessoas e nos afastar de outras. Isto porque usamos música para compartilhar sensações e emoções, para transmitir valores e ideais com os quais nos identificamos. Deste modo, nem sempre é gratuito gostar (ou não) de determinada música, estilo, ou gênero musical; nosso gosto musical por muitas vezes tem origem, direta ou indiretamente, consciente ou inconscientemente, nas relações sociais que estabelecemos (ou que os outros estabelecem conosco).

Curto e Longo (Bingo Morse)

Neste sistema, criado em 1835 pelo estadunidense Samuel Morse, cada letra, número ou sinal de pontuação em um texto é representado por uma combinação de sinais curtos e longos, que podiam ser transmitidos a longas distâncias por ondas de rádio através do telégrafo. Graficamente, os sinais curtos são representados por pontos, enquanto os sinais longos por traços.

Por sua natureza, o código morse pode ser usado como um recurso didático para trabalhar o parâmetro da duração do som em aulas de música ou musicalização. O professor pode, por exemplo, introduzir de 4 a 8 das letras mais simples do código (por exemplo: e, i, s, t, m, o, a, n,) e treinar com os alunos a percepção de cada uma, para depois soletrar palavras em morse para que os alunos tentem descobri-las. Assumindo o código morse como um recurso didático apenas, e não com o objetivo de ensiná-lo de fato, é muito importante, inicialmente, que o professor execute curtos e longos bem contrastantes e até mesmo com uma pequena pausa entre cada sinal para facilitar a assimilação das combinações pelos alunos. Depois, visando facilitar a assimilação de outros conteúdos, o professor pode padronizar a duração do sinal curto como sendo a metade da duração do sinal longo. Em outras palavras, ao transformar o sinal curto em semicolcheia, por exemplo, e o sinal longo em colcheia, algumas letras corresponderiam à padrões rítmicos muito comuns na música ocidental. Veja:



Ainda que não seja a maneira mais musical de se ensinar curto e longo, um Bingo, por exemplo, é sempre uma carta na manga em aulas curriculares de música. No entanto, recomendo realizá-lo somente após esse conteúdo já ter sido abordado com outras atividades (como aquela anteriormente descrita). Você pode usar botões coloridos ao invés dos tradicionais feijões, o que geralmente desperta mais o interesse das crianças.


Sobre o desenrolar da atividade, você perceberá que ela funciona muito bem com a turma dividida em duplas e/ou trios, pois desta forma os alunos exercitam e desenvolvem sua percepção pelo caminho da cooperação, discutindo qual combinação fora tocada e se eles possuem ou não a letra correspondente. Outra prática interessante é a de convidar algum aluno para registrar na lousa as combinações das fichas sorteadas; e desta forma esse "ajudante" também exercita sua percepção musical junto com o resto da turma. Você pode ainda convidar outros alunos para cantar ou tocar as fichas sorteadas.

Para confeccionar o Bingo como na figura acima, imprima o PDF a seguir e boa aula! Na foto acima eu imprimi em papel couché 240g e plastifiquei as cartelas e as fichas para durarem mais. Mas depois eu descobri uma forma de imprimir em uma folha de PVC especial para impressão a laser, mais fácil ainda de limpar com água, já que não há risco de infiltrar e molhar o papel se a plastificação abrir. Quaisquer dúvidas sobre como produzir ou pôr em prática o jogo é só entrar em contato comigo através do formulário ao lado. 


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