Música, educação e afins

Música é um fenômeno social, que pode nos aproximar de determinadas pessoas e nos afastar de outras. Isto porque usamos música para compartilhar sensações e emoções, para transmitir valores e ideais com os quais nos identificamos. Deste modo, nem sempre é gratuito gostar (ou não) de determinada música, estilo, ou gênero musical; nosso gosto musical por muitas vezes tem origem, direta ou indiretamente, consciente ou inconscientemente, nas relações sociais que estabelecemos (ou que os outros estabelecem conosco).

Quem vem depois de quem


Esta brincadeira é uma parlenda com jogo de mãos ao estilo de passa-manteiga, que trabalha o automatismo dos nomes de notas musicais e suas posições uma em relação à outra por ordem de altura. Para jogarem, os participantes devem estar posicionados em roda com as palmas das mãos viradas para cima e com a esquerda por cima da direita do colega ao lado. Então todos cantam juntos o refrão passando as palmas como na brincadeira passa-manteiga (batendo a sua mão direita na mão direita do colega que estará por cima da sua mão esquerda, em sequencia, rodando em sentido horário).


O aluno que receber o tapa na mão ao final do refrão (quando cantamos "tem") deverá dizer o nome de qualquer nota ao mesmo tempo em que bate com a mão direita na mão direita do próximo, que estará à sua esquerda. Este por sua vez fará o mesmo com o participante ao lado, dizendo o nome da próxima nota em ordem crescente de altura.

Saem do jogo 1) aqueles que erram a ordem (dizendo a nota errada), ou 2) aqueles que recebem o tapa e falam junto com quem está batendo, ou ainda 3) aqueles que batem a palma sem concomitantemente falar o nome da nota seguinte.

Ao final, quando restarem apenas dois, uma mão de cada participante bastará para trocarem palmas (um batendo de cima pra baixo e outro recebendo com a palma virada pra cima). Se não errarem após 3 oitavas (a partir da primeira nota dita), os dois últimos empatam.




Observações: 1) As notas musicais devem ser ditas pelos participantes em um pulso regular e quanto mais rápido for o antamento instituído mais será exigido, obviamente, do reflexo e do raciocínio dos participantes. 2) Quando não convir tirar aqueles que errarem (quando houverem poucos participantes por exemplo), o professor pode estabelecer um placar de erros, onde quem terminar com menos erros vence.


Variação nº1 (quem vem "antes" de quem): rodando ao contrário (sentido anti-horário) com as mãos invertidas (esquerda por cima), os participantes dizem os nomes das notas em ordem decrescente de altura.

Variação nº2 (escalas): os participantes deverão estipular uma tonalidade e realizar a escala (sequência de notas) com as alterações (sustenidos ou bemóis) que forem devidas.

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