Oráculo

 
  Meu Tetrapharmakon 1 - Sobre o auto conhecimento... "Quem olha pra fora sonha, quem olha pra dentro acorda" (Jung). Então, "conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e todo universo, pois se o que procuras não achares primeiro dentro de ti mesmo, não acharás em lugar algum (Inscrição do Oráculo dos Delfos - Grécia). [...] é pelo atrito incessante com outrem, pela oposição das vontades e das opiniões, pela permuta de idéias e pela discussão, pelos conflitos e pela compreensão mútua que todos nós aprendemos a nos conhecer a nós próprios [...] (Jean Piaget 1936) 2 - Sobre regras de convivência... Não faça a outros aquilo que não gostaria que fizessem a ti (Confúcio). Tua liberdade termina onde a minha começa, assim como minha liberdade termina onde começa a tua.
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4 - A Verdade e a Parábola (conto judáico)
Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome. E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas. Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada. Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, trajando um belo vestido e muito elegante. "Verdade, por que você está tão abatida?" perguntou a Parábola. "Porque devo ser muito feia e antipática, já que os homens me evitam tanto!" respondeu a amargurada Verdade. "Que disparate!" sorriu a Parábola. "Não é por isso que os homens evitam você. Tome. Vista algumas das minhas roupas e veja o que acontece". Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola, e, de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda e festejada. Os seres humanos [em sua maioria] não gostam de encarar a Verdade sem adornos. Eles [frequentemente] preferem-na disfarçada. A verdadeira paz (conto)
Há muito anos, um rei ofereceu um prêmio ao artista que melhor representasse a paz em uma pintura. Dentre muitas, o rei escolheu duas para enfim decidir por uma delas. Na primeira havia um lindo céu azul, com algumas nuvens brancas, refletido num sereno espelho d'água de uma lagoa. Na segunda, porém, havia um rochedo sendo açoitado pelas ondas de um mar revolto em meio a uma tempestade com raios e ventos fortes. Depois de observar bastante as duas o rei decidiu premiar a segunda, para a surpresa e espanto de todos. Ele então ele se justificou mostrando que naquele rochedo havia uma fenda onde repousava tranquilamente em seu ninho uma ave. E o rei então explicou: "A verdadeira paz não é estar num lugar calmo e tranquilo, sem trabalho árduo e dor. Estar em paz significa que, apesar de estarmos no meio das adversidades e das turbulências da vida, permanecemos calmos em nossos corações. Esta é a verdadeira paz!"